Transformações de Galileu Intermédio

Quando dois observadores diferentes, cada um com uma escolha diferente de referencial, procuram comparar as suas observações surge o problema de saber como essa comparação deve ser feita. Vimos no tópico Referenciais inerciais que, ainda por cima, o que é observado em certos referenciais pode não o ser em outros e por isso essa comparação tem de ser feita com muito cuidado.

A primeira abordagem a este problema foi feita por Galileu Galilei entre os séculos XVI e XVII. A ideia é na essência muito simples: se tivermos um corpo em movimento visto de um dado referencial, esse movimento visto de outro referencial que se move em relação a ele é simplesmente a composição dos dois movimentos. Dito de outra forma, o vector de posição (1) do corpo em movimento (2) quando visto de um referencial é dado simplesmente pela soma dos vectores de posição (3) do corpo relativamente ao outro referencial e do vector de posição do ponto de referência de um referencial em relação ao outro. Se v for a velocidade do referencial S’ relativamente ao referencial S temos, para o movimento representado a seguinte relação entre as componentes dos vectores de posição:

y' = y – vt

x' = x

z' = z

Na verdade, este conjunto de relações tem de ser complementado com mais uma relação importante, a saber, que o tempo medido num referencial é igual ao tempo medido no outro referencial

t' = t

ou seja, que o tempo é uma grandeza absoluta, cuja medição é igual para todos os observadores, encontrem-se em movimento ou não.

Transformações de coordenadas espaço-temporais como as que estão representadas acima designam-se por transformações de Galileu (neste caso bastante simples por se tratar de um movimento igualmente simples).

Conteúdo gentilmente cedido por: IST
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